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Wednesday, October 5, 2011

Morre Steve Jobs, fundador da Apple

Pessoal não iria deixar passar em Branco esta Noticia, infelizmente é com muita Tristeza que coloco esta Matéria no Blog ( a Morte de Steve Jobs, fundador da Apple )

Empresário de 56 anos lutava contra o câncer desde 2004. É pai do iPad e do iPhone. Em 1976, criou a empresa que hoje é a maior do mundo. Há 42 dias, saiu do comando.

O fundador da Apple, Steve Jobs, 56, morreu nesta quarta-feira. O executivo, que sofria de câncer, se afastou da companhia de tecnologia em agosto. Ele ocupava a presidência-executiva da Apple desde 1997, em sua segunda passagem pela empresa.

Jobs deixa a mulher, Laurene Powell, e quatro filhos --Lisa, que teve com a ex-namorada Chris-Ann Brennan, e Reed, Erin Siena e Eve, do casamento com Laurene.

No comando da Apple, Jobs fez a empresa se tornar a de maior valor de mercado do mundo e criou produtos que, mais do que dar lucro à empresa, se tornaram símbolos de tecnologia e de design e, caso raro no mundo corporativo, gerou até legiões de fãs, os chamados "applemaníacos". São os casos, por exemplo, do tocador de música iPod, do telefone celular iPhone e do tablet iPad.

No comunicado em que anunciou a morte, a Apple disse que "perdeu seu gênio criativo e visionário", enquanto o mundo perdia "um ser humano maravilhoso". "Steve deixa uma companhia que apenas ele poderia ter construído e o seu espírito será a base da Apple para sempre."

Já a família de Jobs informou que ele "morreu em paz, cercado por sua família".

"Em sua vida pública, Steve ficou conhecido como um visionário; em sua vida privada, ele amou sua família. Somos gratos às muitas pessoas que compartilharam seus desejos e orações durante o último ano da doença de Steve", informou o comunicado, que ainda disse que um site será aberto em breve para quem quiser oferecer tributos e lembranças.

A Apple divulgou em seu site um endereço de e-mail (rememberingsteve@apple.com) para que as pessoas compartilhem "pensamentos, lembranças e condolências".

Jobs passou por um transplante de fígado há dois anos e, em 2004, descobriu que tinha uma forma rara de câncer no pâncreas.

Nas suas raras aparições neste ano, como no lançamento do iPad 2, em março, ele pareceu ainda mais magro que o normal.

Em agosto, disse em sua despedida: "Sempre disse que, se chegasse o dia em que não poderia mais cumprir meus deveres e expectativas, eu seria o primeiro a avisá-los. Infelizmente esse dia chegou."

Steve Jobs era considerado o grande responsável pela ascensão da Apple do posto de empresa combalida ao status de companhia com maior valor de mercado do mundo.

Desde que reassumiu o comando da empresa em 1997 --cargo do qual foi destituído dois anos antes-- Jobs elevou o valor das ações da Apple de um patamar de US$ 5 para mais de US$ 370.

Como comparação, a Microsoft, que na volta de Jobs à Apple era a líder em tecnologia, vale hoje US$ 209 bilhões, cerca de US$ 140 bilhões menos que a rival.

Sob sua gestão, a companhia foi responsável por revoluções nos mercados de música, telefonia celular e computadores. Os equipamentos com prefixo "i", que na pronúncia em inglês significa "eu", tornaram-se objetos de desejo dos consumidores e sinônimo de ameaça para os concorrentes.

Considerado um gênio por muitos, Jobs criou uma certa dependência da Apple com relação à sua imagem. Por conta disso, desde que começou a lutar contra um tipo raro de câncer, surgiram questões sobre o futuro da companhia sem ele.

No comunicado em que anunciou sua saída da companhia, em agosto, o executivo tomou duas medidas para tentar amenizar esse impacto: a primeira foi a nomeação de Tim Cook, responsável pela operação diária da companhia, para o cargo de executivo-chefe.

REPERCUSSÃO

A repercussão da morte de Jobs foi forte e quase imediata, principalmente nas redes sociais. No Twitter, por exemplo, seis dos dez 'trending topics' (assuntos mais comentados do microblog) mundiais eram relacionados ao fundador da Apple.

Um dos primeiros a comentar a morte foi "[Mark Zuckerberg", fundador do Facebook. "Steve, obrigado por ter sido um mentor e um amigo", disse em seu Twitter. "Obrigado por mostrar que o que construímos pode mudar o mundo. Vou sentir a sua falta."

Outro executivo do setor que prestou homenagem a ele foi Bill Gates, fundador da Microsoft --empresa que disputou com a Apple de Jobs o posto de mais importante empresa de tecnologia do mundo.

"Estou verdadeiramente entristecido ao saber da morte de Steve Jobs. Melinda [mulher de Gates] e eu estendemos nossas sinceras condolências a sua família e a seus amigos, e para todos que Steve tocou ao longo de seu trabalho", disse Gates. "Steve e eu nos conhecemos há cerca de 30 anos, e fomos colegas, concorrentes e amigos ao longo de mais de metade de nossas vidas."

Por sua vez, o substituto de Jobs no comando da Apple, Tim Cook,disse em comunicadoque "não há palavras para expressar nossa tristeza". "Honraremos sua memória ao nos dedicar a continuar o trabalho que ele tanto amava", apontou.

Fonte: Folha.com



Monday, October 3, 2011

A invasão dos celulares Piratas (Xing-Ling) no Brasil

Volume e variedade de telefones móveis falsificados crescem com a alta demanda no setor. Os aparelhos piratas, feitos principalmente na China, já representam 20% do mercado brasileiro

O design é elegante; as funções, múltiplas e o preço, para lá de convidativo. Porém basta dar uma olhada mais atenta nesses celulares e é possível perceber que as semelhanças com os modelos de marcas famosas logo desaparecem. Criados com a clara intenção de imitar os produtos badalados do momento, os telefones móveis Xing-Ling, como são popularmente conhecidos os produtos falsificados que vêm da China, se multiplicam no comércio informal e são uma pedra no sapato da indústria regular, que movimenta US$ 1 trilhão por ano. A consultoria Gartner calcula que, somente no ano passado, foram colocados no mercado mundial 150 milhões de aparelhos paralelos - ou 12% do volume total de unidades comercializadas, o que representa uma perda de US$ 120 bilhões para o segmento. No entanto, a participação desses produtos no Brasil pode ser ainda maior e chegar a 20%, segundo estimativas da fabricante Nokia

O assessor jurídico do Grupo de Proteção à Marca (BPG, sigla em inglês para Brand Protection Group) Luiz Cláudio Garé conta que a falsificação de celulares de marcas importantes é um dos tipos de pirataria que registram aumento mais significativo no país. "No último ano, houve um crescimento exponencial. Oriundos de contrabando, eles entram por portos ou fronteiras", diz o advogado. Ele explica que a procura cada vez maior por celulares impulsiona o comércio de aparelhos que imitam modelos conhecidos ou mesmo sem marca, também conhecidos como MP7, MP8, MP9 ou até onde alcançar a criatividade numérica de quem os fabrica. "Na última década, a telefonia móvel cresceu num ritmo acelerado no Brasil e sempre que há forte demanda por um produto, a pirataria %u2018come%u2019 uma fatia do mercado oficial."

Na Feira dos Importados de Brasília, cópias de celulares, muitas delas grosseiras, são vendidas com nomes bem semelhantes aos dos respectivos originais. "O HiPhone e o mini-N95 são os que mais saem", conta um feirante, em referência aos produtos que imitam o iPhone, da Apple, e o N95, da Nokia. Em diversos sites de venda, também é possível encontrar produtos claramente inspirados em modelos de sucesso. Em comum, o preço bem abaixo dos cobrados em lojas autorizados. É possível encontrar aparelhos que custam até 20% dos valores das versões oficiais.

Baixa qualidade
O assessor jurídico do BPG explica que a variedade de funções é outro fator que chama a atenção de quem procura os aparelhos. "Hoje, eles vêm com TV digital, câmera e são desbloqueados. O problema é que a qualidade é infinitamente inferior e não corresponde às especificações divulgadas. Por exemplo, os celulares dizem ter câmeras de 12 megapixels, mas na verdade oferecem apenas 1MP ou 2MP", alerta Garé, ressaltando que quase a totalidade dos produtos falsificados que entram no país vem da China. "Lá, existe todo um mercado que funciona em função da cópia e que conta com uma tecnologia disponível para realizar essas falsificações em grande volume e de maneira rápida."

Foi justamente por causa de recursos extras que o atuário Bernardo Azevedo, 27 anos, conta que adquiriu, há um mês, um clone do E71, da Nokia. "Estava precisando de um telefone que aceitasse dois chips de uma só vez. Se existisse um produto da marca que oferecesse esse recurso, eu iria preferir comprar o original", argumenta.

O diretor de Relações Governamentais da Nokia, Luiz Cláudio Carneio, lembra que, no fim do ano passado, o vice-presidente global da marca e ex-primeiro-ministro da Finlândia, Esko Aho, foi convidado a dar uma volta na Feira dos Importados e se surpreendeu com o volume de cópias oferecidas no local. "Na ocasião, um mesmo modelo clonado da Nokia era vendido em uma banca com dois preços diferentes, por um ser de melhor qualidade que o outro. Ou seja, eles mesmo admitem que as cópias duram apenas poucos meses", diz.

Para ele, as perdas dos fabricantes que atuam no setor são incalculáveis. "Primeiro, temos o problema da imagem da marca. Além disso, a competitividade é desleal, já que temos custos atrelados com importação, homologação e garantia que não são pagos por aqueles que atuam no mercado paralelo", conta. "Além de não gerar empregos ou receitas com impostos, os falsificados ainda podem desestimular o volume de investimentos em um país, já que a marca perde espaço no mercado e a escala de produção tende a ser reduzida", conclui Carneio.

Riscos são avaliados

O gerente de Certificação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Itamar Barreto, explica que, antes de começar a vender um produto no mercado brasileiro, todos os fabricantes de celulares devem obter a homologação junto à agência. "O processo é uma garantia de que os modelos que chegam às vitrines são compatíveis com a tecnologia adotada no país e atendem os requisitos técnicos de funcionamento e qualidade, assim como as condições de garantia e de assistência técnica", diz.

Atualmente, 330 modelos homologados pelo órgão são comercializados. "Qualquer equipamento que emite radiofrequência precisa passar por um processo de certificação. Além do problema fiscal, uma vez que a grande maioria desses produtos chega por meio de contrabando, as pessoas põem a saúde em risco ao adquirir produtos falsificados", alerta.

Segundo Barreto, durante o processo de homologação, laboratórios especializados analisam um conjunto de aspectos ligados à segurança e à durabilidade dos modelos. As baterias de lítio, por exemplo, devem ser rigorosamente testadas, pois simples rachaduras podem fazer com que explodam. Os carregadores também são postos à prova - é preciso saber se estão aptos a receber determinada tensão sem provocar possíveis choques nos usuários.

Radiação
Uma das avaliações mais importantes diz respeito ao nível de radiação emitido pelos telefones móveis. Para isso, os laboratórios medem uma taxa chamada SAR (sigla em inglês para Nível de Absorção Específica), que verifica o nível de energia captada pelo corpo humano no momento do uso de um telefone. Para não provocar variações de temperatura que possam ocasionar problemas para o organismo humano, uma norma da Anatel determina que essa taxa não ultrapasse os 2 watts/kg.

Além dos perigos para a saúde do próprio usuário, o coordenador de laboratório de radiofrequência do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Rúbens Maeda, explica que os celulares falsificados e não homologados também podem comprometer outros aparelhos eletrônicos que funcionem por radiofrequência, como telefones sem fio residenciais, roteadores e até MP3 players. (FB)

Como se proteger
Para saber se o seu celular está homologado, basta procurar o selo com o logotipo da Anatel, normalmente colocado na parte de trás da bateria ou no manual do usuário. Nele, o usuário encontra um código de barras e um número. Por meio dessa identificação, é possível obter, no Sistema de Gestão de Certificação e Homologação (SGCH), informações sobre o aparelho e a situação em que ele se encontra.

Fonte: Correio Braziliense
Autor: Fernando Braga

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